Doença de Addison: entenda o que é e como se trata o hipocortisolismo

As glândulas adrenais, ou suprarrenais, são estruturas responsáveis pela síntese de hormônios importantes para o nosso organismo, como o cortisol, a aldosterona e os precursores de hormônios sexuais, como a testosterona e a adrenalina. Quando elas deixam de funcionar corretamente, a Doença de Addison se desenvolve, produzindo um quadro de hipocortisolismo.

Você já ouviu falar sobre essa patologia? Neste post, separamos as principais informações sobre essa condição, suas causas, sintomas, diagnóstico e tratamento. Vamos conferir?

O que é a Doença de Addison?

Também conhecida como insuficiência suprarrenal crônica, essa é uma doença endócrina muito rara, que progride lentamente, com sintomas discretos ou até mesmo ausentes até que ocorra a evolução definitiva do quadro.

Sua causa está associada a lesões nas glândulas adrenais, com destruição de mais de 90% dessas estruturas, o que gera a deficiência na produção de hormônios importantes para a manutenção do organismo.

Quais os sintomas?

Entre os principais sintomas do hipocortisolismo estão:

  • perda de apetite;
  • perda de peso;
  • fadiga crônica;
  • fraqueza muscular;
  • hipotensão;
  • náuseas e vômitos;
  • diarreia;
  • manchas pigmentadas pelo corpo;
  • depressão;
  • irritabilidade;
  • hipoglicemia.

De que forma o hipocortisolismo é diagnosticado?

O diagnóstico da Doença de Addison é feito por um médico endocrinologista, que vai realizar a correlação dos sintomas relatados pelo paciente com os dados de exames laboratoriais. Os principais testes realizados e avaliados para isso são os que envolvem o cortisol matinal e livre e a transcortina.

No entanto, as características de produção e liberação dessas substâncias no organismo não são muito estáveis, o que pode dificultar a detecção do quadro. Por isso, o médico também pode pedir exames de imagem, que ajudam a visualizar a destruição das glândulas adrenais e a fechar um diagnóstico.

Como é o tratamento?

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Depois de diagnosticado com a doença, o paciente com hipocortisolismo precisa receber tratamento pelo resto da vida. Como essa enfermidade não tem cura e provoca a queda da produção de hormônios indispensáveis, eles precisam ser repostos por meio de medicamentos.

A hidrocortisona é a opção para a reposição de glicocorticoides, em doses 15 a 25 mg por dia, em duas ou três administrações. Outra possibilidade é fazer o tratamento com prednisona ou prednisolona, com doses de 7,5 mg ao dia.

A reposição dos mineralocorticoides é feita com fludrocortisona, com doses que variam entre 0,05 a 0,2 mg ao dia. Ajustes devem ser feitos de acordo com a resposta do organismo do paciente. Sintomas como inchaço e hipertensão são indícios de dose excessiva, enquanto hipotensão postural e hipercalemia são sinais de dose insuficiente.

Além disso, os pacientes também devem ser alertados quanto aos riscos de uma crise adrenal aguda no caso de infecções, traumas ou cirurgias. É preciso explicar como identificar e agir nessas situações. O recomendado é que o paciente seja internado e receba solução salina fisiológica, solução glicosada a 5% e hidrocortisona intravenosa 50 mg a cada 6 ou 8 horas.

Com todos os cuidados necessários, é possível ter uma vida normal e conviver bem com a Doença de Addison. Por isso, fique atento aos sinais do seu corpo e procure um médico endocrinologista caso você apresente sintomas de hipocortisolismo. Assim, o tratamento pode ser iniciado com rapidez, o que é necessário para manter o seu organismo o mais saudável possível.

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