Afinal, a eletroestimulação muscular funciona?

A eletroestimulação muscular é um método alemão que tem como principal objetivo gerar um estímulo de treinamento mais intenso em menor espaço de tempo. Com o auxílio de um equipamento apropriado, pulsos elétricos são propagados para grupamentos musculares específicos, gerando uma contração mais forte e, consequentemente, uma resposta adaptativa para ganho de massa muscular mais exacerbada.

Apesar de ter atingido algum sucesso na Europa, a EMS — sigla em inglês — ainda está sob debate e pesquisa científica, sendo que alguns dados apontam benefícios, enquanto outros apresentam riscos que devem sempre ser levados em consideração.

Abaixo, falaremos mais sobre a funcionalidade e viabilidade do método para a população geral, sem deixar de informar quem realmente deve aproveitar dessa alternativa para conseguir melhores resultados. Pronto para saber mais sobre o assunto? Então, continue sua leitura até o final!

[]
1 Step 1
Que tal receber ofertas e matérias com prioridade?
Seu Nome
Previous
Next

Os pontos positivos por trás da eletroestimulação

Inicialmente, é preciso dizer que o método cumpre com o prometido: a eletroestimulação garante um treino mais intenso em um intervalo de tempo menor. Como citamos, isso acontece por conta do aumento da intensidade das contrações musculares. Note que é preciso vestir um traje e utilizar um equipamento adequado para aplicar essa metodologia, que necessita de um profissional de educação física qualificado.

Os movimentos aplicados durante a sessão de treino são multiarticulares. Exercícios como agachamento, supino e remada são utilizados frequentemente, com ou sem nenhum peso nas mãos ou no tronco — na maioria dos casos, a corrente elétrica é mais do que o suficiente para garantir o estímulo necessário à adaptação.

Utilizando-se de movimentos básicos, é possível trabalhar um número muito grande de grupamentos musculares. Alguns estudos e métodos (como o BodyPulse) afirmam que cerca de 90% dos músculos de todo o corpo são estimulados com uma carga máxima de até 80%.

Um treinamento dura em média 20 minutos (podendo ser ainda menor) e, por conta da sua alta intensidade, não deve ser feito mais do que duas vezes na semana. Os principais resultados relatados são: aumento de força, do tônus e da resistência muscular. É possível ganhar massa muscular e/ou queimar gordura, a depender da dieta do indivíduo.

Os pontos negativos e as controvérsias

Apesar dos pontos positivos, é preciso dizer que a eletroestimulação não é para todos. Pessoas com problemas neurológicos, de circulação, artrite, epilepsia e síndromes metabólicas (como a diabetes) não devem ingressar na modalidade.

Quanto aos cardíacos, existem estudos e profissionais os quais dizem que, com menor intensidade, pode haver uma melhora da capacidade cardiovascular, entretanto o risco é considerável e ainda estão sendo realizadas pesquisas para comprovação.

Outro ponto que devemos informar é que a EMS global — como também é reconhecida — não é para iniciantes. É preciso ter certa afinidade com os movimentos para conseguir um treino adequado e suportar a intensidade, que é muito acima da habitual. Por fim, é preciso dizer que, pelo treinamento ser fisiologicamente desgastante, o risco de overtraining é alto, o que pode fazer com que os resultados sejam menores do que o esperado.

Vale a pena mencionar que a carga elétrica ministrada no organismo tende a ser atípica e além do que o corpo está acostumado a receber e propagar de maneira natural. É possível que o praticante sinta desconfortos ou até mesmo não goste do treinamento pela estranheza da própria metodologia.

Não existem evidências científicas de que a EMS por si só seja o suficiente para a queima de gordura de forma significativa. Logo, exercícios aeróbicos podem ser incluídos durante a semana para complementar o programa de treinamento.

No final, vale a pena estudar mais sobre o tema e procurar por profissionais que tenham ampla experiência. Não se esqueça de que não é possível utilizar a eletroestimulação muscular de maneira individual, sem nenhum tipo de acompanhamento especializado — os riscos são altos e a praticidade é nula.

Gostou do post? Que tal uma leitura complementar sobre a esteira e sua utilização antes ou após o treino de musculação? Temos certeza de que você não se arrependerá!

Quer receber mais conteúdos como esse gratuitamente?

Cadastre-se para receber os nossos conteúdos por e-mail.

Email registrado com sucesso
Opa! E-mail inválido, verifique se o e-mail está correto.

Fale o que você pensa

O seu endereço de e-mail não será publicado.